Para a formação de professores, o
desafio consiste em conceber a escola como um ambiente educativo, onde
trabalhar e formar não sejam actividades distintas. A formação deve ser
encarada como um processo permanente, integrado no dia-a-dia dos professores e
das escolas, e não como uma função que intervem à margem dos projectos
profissionais e organizacionais (McBride, 1989).
Selda_Competências Digitais
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Novo paradigma educacional
(MORAN, 1997) admite que as novas tecnologias oferecem inúmeras possibilidades de interação, de troca e de pesquisa. Porém defende a integração delas em um novo paradigma educacional, pois, se a instituição de ensino permanece autoritária e controladora, a simples presença das tecnologias não irá modificar o processo já instalado, ou então a escola está preparada e falta mão de obra especializada por parte dos professores que possam manusear as ferramentas juntamente com seus alunos."
A noção de experiência
Devolver à experiência o lugar que
merece na aprendizagem dos conhecimentos necessários à existência (pessoal,
social e profissional) passa pela constatação de que o sujeito constrói o seu
saber ativamente ao longo do seu percurso de vida. Ninguém se contenta em
receber o saber, como se ele fosse trazido do exterior pelos que detêm os seus
segredos formais. A noção de experiência mobiliza uma pedagogia interactiva e
dialógica" (Dominicé, 1990, pp. 149-150)
Estima Profissional
A intensificação leva os professores a
seguir por atalhos, a economizar esforços, a realizar apenas o essencial para
cumprir a tarefa que têm entre mãos; obriga os professores a apoiar-se cada vez
mais nos especialistas, a esperar que lhes digam o que fazer, iniciando-se um
processo de depreciação da experiência e das capacidades adquiridas ao longo
dos anos. A qualidade cede o lugar à quantidade. [...] Perdem-se competências
coletivas à medida que se conquistam competências administrativas. Finalmente,
é a estima profissional que está em jogo, quando o próprio trabalho se encontra
dominado por outros actores" (Apple & Jungck, 1990, p. 156).O professor precisa criar novas metodologias de ensino
Para empreender
um trabalho, no espaço escolar, comprometido com uma nova realidade
tecnológica, o professor precisa criar novas metodologias de ensino que tenham
como ponto de encoragem a realidade da escola e de seus protagonistas,
relacionando o quotidiano escolar a contextos mais amplos, articulando o senso
comum ao saber sistematizado e socialmente construído, integrando e
contextualizando os diversos componentes curriculares à nova realidade social.
Dadas as transformações sócio culturais que ocorrem numa velocidade jamais
vista, os profissionais da educação devem estar continuamente informando-se, se
transformando, se formando (PRETTO, 1999).
Uso de tecnologia delineiam um novo modelo para a escola
As
habilidades relacionadas ao uso de tecnologia delineiam um novo modelo para a
escola. Os recursos oferecidos pelos computadores, pela Internet e outras redes
de comunicação evidenciam a necessidade de se estabelecerem vínculos entre os
conteúdos das disciplinas escolares, as diversas aprendizagens no âmbito da
escola e a realidade quotidiana. Notadamente as informações circulantes são
mais ricas em forma e mais diversificadas em conteúdo do que as existentes na escola
tradicional (LÉVY, 1993; MORAN, 1995; MERCADO, 2002).
Computadores na Escola
(...) a presença isolada e
desarticulada dos computadores na escola não é, jamais, sinal de qualidade de
ensino; mal comparando, a existência de alguns aparelhos ultramodernos de
tomografia e ressonância magnética em determinado hospital ou rede de saúde não
expressa, por si só, a qualidade geral do serviço prestado à população. É
necessário estarmos muito alertas para o risco da transformação dos
computadores no bezerro de ouro â ser adorado em Educação. (CORTELLA, 1995:34).
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